O que Lehane disse
A OpenAI apoia a parte da lei bipartidária FRONTIER que colocaria verificação independente de segurança dentro dos maiores laboratórios de IA, disse na terça-feira seu diretor de assuntos globais, Chris Lehane. Ele também confirmou que a OpenAI conversa há semanas com a Anthropic e o Google DeepMind sobre segurança de IA, informou o TechCrunch.
Em uma coletiva em Washington, Lehane disse que “é melhor tentar trabalhar juntos para priorizar a segurança”, segundo um relato da Reuters sobre a reportagem da Bloomberg. Ele afirmou que as três empresas não acreditam precisar de uma isenção antitruste para se coordenar em segurança. O TechCrunch, citando reportagens anteriores sobre as conversas, disse que as empresas trabalham para criar um órgão de padrões para o setor.
Lehane não comprometeu a OpenAI com o projeto inteiro. O Punchbowl News informou que ele expressou “entusiasmo com os dois esforços e abertura para apoiá-los plenamente”, em referência ao projeto da Câmara e às negociações do Senado sobre segurança da IA de fronteira, mas sem chegar a endossar nenhum dos dois.
O que a lei FRONTIER exigiria
Os deputados Jay Obernolte, republicano da Califórnia, e Lori Trahan, democrata de Massachusetts, apresentaram o projeto em 23 de julho com quatro coautores dos dois partidos. Seu nome completo é Frontier Risk Oversight, National Transparency, Independent Evaluation, and Reporting Act.
O gabinete de Obernolte descreve uma “estrutura baseada em risco que rege o desenvolvimento e a implantação dos modelos de inteligência artificial mais avançados”. Os desenvolvedores abrangidos teriam de publicar fichas de modelo e estruturas de gestão de riscos, submeter-se a auditorias independentes e avaliações contínuas, e comunicar incidentes. O projeto mira “o punhado de empresas que desenvolvem os modelos de IA de fronteira mais poderosos” e estabeleceria um padrão nacional uniforme para evitar “uma colcha de retalhos de regulações estaduais”.

A disposição que a OpenAI apoia é a de verificação independente, que o TechCrunch descreveu como a exigência de verificação independente de segurança nos laboratórios de fronteira. O diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, já havia dito que a empresa aceitaria avaliadores independentes, depois que Dario Amodei, da Anthropic, publicou no sábado um ensaio pedindo que o setor desacelerasse em conjunto o desenvolvimento de fronteira. Altman, Demis Hassabis, do Google DeepMind, e Elon Musk apoiaram publicamente a proposta, segundo o TechCrunch.
Por que a OpenAI quer uma regra federal
A posição segue um argumento que Lehane defende desde o verão no hemisfério norte. Em um texto de políticas publicado em 15 de julho, a OpenAI expôs o que chamou de “federalismo reverso”: se estados suficientes aprovarem leis de segurança de IA substancialmente semelhantes, o Congresso pode adotar o resultado como padrão nacional, informou o TUN. A OpenAI disse que Califórnia, Nova York e Illinois respondem juntos por uma fatia estimada em 40% do mercado de IA dos EUA, e listou auditorias independentes e objetivas entre as condições que uma lei deveria cumprir.
Uma lei federal com a mesma exigência de auditoria daria à OpenAI um único padrão em vez de vários. Hassabis, por sua vez, pediu um órgão independente de especialistas, observou o TUN.
O cenário político
Os laboratórios se movem enquanto a Casa Branca puxa para o outro lado. O presidente Donald Trump descartou as preocupações com segurança como uma “farsa”, e seu conselheiro de IA, David Sacks, classificou os riscos como “exagerados”, informou o TechCrunch.

Um órgão conjunto levantaria questões próprias. A coordenação entre os três maiores laboratórios dos EUA é o tipo de arranjo que as autoridades de concorrência examinam, e a visão de que nenhuma isenção é necessária é a interpretação da OpenAI, não a de um regulador.
O que acompanhar
Nem a Anthropic nem o Google haviam descrito as conversas oficialmente nas reportagens analisadas pela Aivio News. Os próximos sinais serão se alguma das duas empresas apoia a disposição de verificação da lei FRONTIER e se as conversas resultam em um órgão com nome, membros e regras publicados.