Uma data de lançamento para o assistente que a Apple prometia
A Apple vai lançar o iOS 27 a 14 de setembro e, com ele, a estreia pública do Siri AI, a versão reconstruída do seu assistente, noticiou o Engadget. O iPadOS 27, o watchOS 27 e o macOS 27 chegam no mesmo dia.
O pormenor que importa para lá do ecossistema da Apple é de onde vem o assistente. A Apple treinou o Siri AI com os modelos Gemini da Google. Isso faz de 14 de setembro a data em que um sistema derivado do Gemini chega a centenas de milhões de telemóveis sob outra marca.
Nem todos os iPhone o vão ter
O Siri AI limita-se ao iPhone 15 Pro e posteriores. A linha iPhone 17 e o iPhone Air recebem funções adicionais, que o Engadget atribui a um processamento no aparelho mais forte. Nos tablets, o suporte restringe-se ao iPad mini e ao iPad Air atuais e aos iPad Pro com chip M1 ou posterior.

Esse corte diz algo sobre a arquitetura. Um assistente híbrido divide o trabalho entre o aparelho e a nuvem, e o mínimo de hardware é fixado pelo que a Apple quer manter local, não pelo que o modelo precisa no conjunto.
O que é de facto o acordo com a Google
O presidente executivo da Google Cloud, Thomas Kurian, confirmou publicamente a parceria em abril, dizendo que a Google está a “colaborar com a Apple como o seu fornecedor de nuvem preferencial para desenvolver a próxima geração dos Apple Foundation Models com base na tecnologia Gemini”. Segundo o acordo, o processamento corre em servidores controlados pela Apple e sob os seus padrões de segurança, mecanismo a que a Apple recorre para sustentar que a Google não acede aos dados dos utilizadores. As estimativas publicadas apontam para cerca de mil milhões de dólares por ano; nenhuma das empresas confirmou os termos.

Primeiras impressões e o número que vai contar
O Engadget disse que, nos primeiros testes, o assistente “era realmente capaz de responder a perguntas complexas e executar instruções em vários passos” — uma fasquia baixa em abstrato, e exatamente aquela que o Siri falha há uma década. A atualização traz ainda mudanças na linguagem de design Liquid Glass, novas funções de segurança infantil e melhorias gerais de desempenho.
O que importa acompanhar depois de 14 de setembro é a taxa de falha no uso corrente. Um assistente que encadeia passos numa demonstração e os perde no caminho para o trabalho é a versão que os utilizadores vão julgar, e a que decide se um Siri derivado do Gemini muda hábitos.